Nossa história

Acervo do IHGI. Publicada originalmente na Revista da Semana, de 21 de janeiro de 1933.

Texto de: Deivid Antunes

 

A História da Paróquia. Com o advento da fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro por Estácio de Sá, em 1565, a coroa portuguesa determinou os limites de sua jurisdição dentro da Capitania Hereditária de Martim Afonso de Souza, em 6 léguas para cada lado da cidade[1]. Nesse contexto, conforme Pizarro (1820) [2] o território pastoral do leste da Baía de Guanabara ficou sob a responsabilidade da Igreja de Nossa Senhora da Candelária.

No século XVII, com o território já fracionado em grandes faixas de terras, denominadas sesmarias, a Igreja cria curatos em algumas capelas de particulares para levar os Sacramentos a portugueses e africanos, escravizados e livres. Já as massas de diversas etnias indígenas estavam sobre a responsabilidade catequética da Ordem Jesuíta, que fundou a Aldeia de São Barnabé na região do “Cabussu” para esse fim, no final do século XVI.

No Sertões de Tamby e Tapacorá, no século XVII, foram criados 3 curatos: “Capela dos Povos” ou[3] “Capela do Rio abaixo do Rio das Pedras”, construída antes de 1601[4], perto da foz do Rio Macacú, onde ficava o cruzeiro do adro da Igreja de São Barnabé (Hoje Vila Nova de Itambí); Nossa Senhora da Conceição, no Iguá, em 1627 (Hoje Venda das Pedras/Iguá); Santo Antônio de Casserebu ou Macacú, por escritura de 11 de agosto 1628[5] (Hoje Sítio Arqueológico da Vila de Santo Antônio de Sá/ COMPERJ).

Em 1644[6], o prelado de São Sebastião do Rio de Janeiro, Pe. Antônio de Marins Loureiro cria de forma provisória a Paróquia de Santo Antônio de Cassarabu[7], desmembrando o território de Tapacorá[8]  e Macacú, da Freguesia de Nossa Senhora da Candelária. A paróquia de Santo Antônio Cassarabu foi confirmada por alvará de 10 de fevereiro de 1647.[9]

Segundo Pizzaro (1794)[10], por tradição, a Paróquia de São João de Itaborahy tem origem no Curato de Nossa Senhora da Conceição do Iguá, já mencionada. Em 1679, o curato foi transferido para a capela construída, em pau-a-pique, em 1672 por João Vaz Pereira, no outeiro, onde hoje da praça principal de Itaboraí.

Diferente da paróquia de Macacú criada por ato eclesiástico, a Paróquia São João Batista de Itaborahy foi criada por ato régio.  D. Pedro II (1648-1706), rei de Portugal e dos Algarves, eleva o curato de Itaborahy a classe de paróquia colada[11], desmembrada do território eclesiástico da Igreja Matriz de Santo Antônio de Sá, através do alvará de 18 de janeiro de 1696.[12]

Criada a Paróquia, um novo templo foi construído para esse fim. Por determinação régia de 1699, a Fazenda del’Rey arcou com 200 mil réis anuais, e mais cem dos moradores. Contudo, conforme Pizarro, a capela não resistiu, pois “foi de pouco proveito, por naõ se construir com paredes duráveis, e capazes de resistir ás injurias dos tempos”[13]

No governo pastoral do padre Lucas Viera Galvão, primeiro pároco colado[14] da Matriz de Itaborahy, “Em janeiro do ano de 1725, no dia 20 e tantos se deo princípio á nova obra da igreja”[15] com a abertura dos alicerces.

A Igreja foi construída por mão de obra escrava, sob a responsabilidade do mestre pedreiro Domingos João.  Seu patrocínio, na parte que coube aos fregueses foi expressivamente de Domingos Vaz Pereira, que dou o terreno para constituição do Patrimônio, e João Vaz Pereira. Contou ainda, com uma doação relevante do futuro Mestre de Campo do Teço Auxiliar de Tapacorá e Marica, Miguel Antunes Ferreira[16]

 “Declaro que ajustei vocalmente com os Irmaons da Irmandade de S. Joaõ Baptista da minha dita Freguezia (de Itaborahy) e com o Reverendo Vigario Joaõ Clemente, fazer a obra da Igreja pelo preço de onze mil cruzados, com condiçaõ de ficar uma das Capellas, que se fizeraõ na dita Igreja, sendo minha, para ornar, e administrar, e ficar tambem sendo senhor de uma sepultura na dita Capella, no lugar que eu eleger para mim, minha mulher, herdeiros, e descendentes; a qual obra tivera de todo acaba…Declaro mais, que com o dito Reverendo Vigario, e com os mais Irmaons depois do primeiro ajuste, e ter já feito eu a metade da igreja, e coberto, querendo continuar com  ella, ,achou-se naõ estar capaz o alicerce, que estava feito da maioria, que se accrescetou da Igreja a principal, o naõ ocorreu por minha conta; e em presença dos dites Reverendo Vigário, irmaons  se examinou o dito alicerce, e, se achou inacapaz, por estreito, baixo, e feito sem cal; e entaõ ajustaraõ comigo,ecm que o mandasse fazer todo de novo desmanchando-se todo o antigo, e que se pagaria a braça a razaõ de 15 mil réis por cada uma, havendo também respeito à pedra, que se achava no alicerce antigo. Declaro, que me ajustei com o mestre pedreiro Domingos Joaõ pagar-lhe dous; mil réis por cada uma braça de parede de pedra e cal, sendo, como he, estilo de duzentos c cincoenta palmos cada braça”

 

A declaração de Miguel Antunes, e as doções dos Pereiras evidenciou uma posição de destaque, que esses homens alcançaram dentro da sociedade colonial da época. Além disso, a construção da Igreja Matriz de São João Batista deixa, também, em evidência parte das relações do Padroado em Itaborahy.

 

Paralisada a obra , possivelmente por falta de dinheiro, como alegou Pizarro em seu relatório pastoral de 1794: “só estava feita a Cap.ª Maior, do Arco para sima, a custa do povo, sem cobertura do telhado, reboque, e ladrilho”[17], padre Lucas Vieira Galvão solicita ao rei D. João V (1689-1750) por requerimento, 6 mil cruzados para concluir as obras da capela-mor. Entretanto, o rei ordena por alvará de 21 de março de 1725, que o provedor da Fazenda Real, no Rio de Janeiro, Bartolomeu de Sequeira Cordovil verifique o andamento da obra. Seguindo a ordem régia, o provedor manda Manoel dos Reys Cotto, mestre de obras de Sua Majestade até a Freguesia de Itaborahy examinar as obras da Matriz. Por certidão, Reys Cotto, orça a continuidade das obras em 7 mil cruzados.[18]. Contudo, D. João V, determina, a quantia de 1:220$000 (Um conto e duzentos e vinte mil réis) por alvará de 14 de agosto de 1727)[19]. Tal verba só foi liberada em 19 de outubro 1729, a partir da visita pastoral do bispo do Rio de Janeiro, Dom Frei Antônio de Guadalupe, OFM.

Em 1729, as paredes do Altar-mor já estavam concluídas, e no ano de 1743 o Sacrário estava instalado de forma definitiva. Concluído a arquitetura, Pizarro enumera os retábulos da Matriz de Itaborahy em sete. O do altar-mor, três do lado da epístola e mais três do lado do Evangelho.

Ribeiro (2012)[20] realiza uma análise excepcional sobre as tipologias dos retábulos encontrados na Igreja Matriz de São João de Itaboraí. Classifica os três retábulos do lado do evangelho (Esquerda) na 2º tipologia do “estilo nacional” português, e os do lado da epístola (Direita), na 3ª tipologia, alinhando ao gosto clássico do rococó.

Acervo do IPHAN

Nesse sentido, a Matriz de Itaborahy apresenta um dos conjuntos retabilísticos mais singulares do Estado do Rio de Janeiro, e por evidenciar tamanha importância foi tombada em 18 de março de 1970 como patrimônio nacional, pelo IPHAN, através do processo de Nº 0616-T-60.14.

Ainda no relatório pastoral, Monsenhor Pizarro descreve a sacristia como uma das mais belas da província, mas não menciona o porquê. Possivelmente seu teto era ornado de belas pinturas.

No campo do devocional, Pizarro assim descreve os patronos dos retábulos. Na Parte do Evangelho: Primeiro, São Miguel da Almas; Segundo, Nossa Senhora do Amparo; Terceiro, Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. Na parte da Epístola: Primeiro, Nossa Senhora da Conceição; Segundo, Nossa Senhora do Pilar e Nossa Senhora da Dores; Terceiro, Santo Antônio de Lisboa.[21]

Cada retábulo tinha o seu padroeiro, mas só 5 tinhas irmandades constituídas. A mais antiga era a de São João Batista, fundada em 1689. Recebeu de Domingos Vaz Pereira, em testamento datado em 1722, 300$ réis, além do terreno de seu patrimônio; seguida da Nossa Senhora do Amparo, fundada junto com a paróquia e ratifica em 1737; a terceira era a Irmandade do Santíssimo Sacramento, de 1743; as demais, de Nossa Senhora do Rosário, e São Miguel das Almas. Está última é mais peculiar pela documentação de sua habilitação, que está disponível no Arquivo da Cúria do Rio de Janeiro. Chama atenção, a existência de 3 bulas papais, evidenciando assim, o poder social e econômico dessa irmandade dentro da sociedade colonial da região. Pizarro também cima outra Irmandade do Santíssimo fundada junto da Igreja Matriz, que em 1740, passou a denominar-se Ordem Terceira de Nosso Senhor do Monte Carmo. Porém

“…Padre. Luis de Aguiar Menezes declarou nula, ilegítima e intrusa a nova ordem, foi interdita a capela pelo bispo Dom Frei Antônio do Desterro datada a 29 de julho de 1752, por efeito de requerimento do vigário Manoel Antônio Costa Falcão. Poucos satisfeitos os denominados irmãos terceiros da inutilidade de seus projetos, pretenderam sustentá-los, dando principio a um libelo de força nova, para que fizeram citar o vigário Bento José Barroso, aos 10 de março de 1753.”

 

No Altar-mor, destacava-se a imagem do padroeiro, São João Batista, de tamanho natural, talhada em madeira, e policromada. Sua autoria e desconhecia. Compunham como ornamentos da imagem uma aréola e uma cruz processional a mão direita, em prata dourada. Infelizmente a prataria da igreja foi furtada na década de 1970.[22]

Além de apresentar singular retabilística, e conjunto de imagens sacras a Matriz de Itaboraí, segundo (Adolpho Filho)[23] possuiu pinturas de José Leandro de Carvalho, importante pintor brasileiro do período joanino, nascido em Itaboraí. Contudo, descritas como inexistentes já na década de 1940.

No final do século XIX, Salvador Menezes Drummond Furtado de Mendonça, diplomata, nascimento em uma das casas da Travessa do Espirito Santo, vizinha a Matriz, faz doção de dois quadros do pintor italiano Domenico Zampieri (1581-1641). Um quadro de São João Batista, e outro de São Sebastião.[24]

 

Capelas Filiais

Durante o período colonial e imperial brasileiro, em Itaborahy, as capelas filias e oratórios eram erguidos e mantidos por senhores de engenho, com autorização do prelado, bispo ou até de papas, como o caso do oratório da Fazenda do Duques.

Sob jurisdição da Matriz de São João Batista, ficaram no século XVIII[25] as capelas de: Nossa Senhora da Piedade, fundada por Gonçalo do Couto em 1713, e reformada por Gonçalo do Couto Souza no ano de 1739, localizava-se na fazenda de Picos entrando em ruínas e foi completamente demolida no século XX; Nossa Senhora do Desterro, fundada provavelmente por Antônio Pacheco Resende ou seu filho, João Pacheco Resende, com obra iniciada antes do ano de 1718 e concluída antes de 1732[26], localiza-se ainda hoje, no alto de uma colina próxima a Serra do Lagarto, no antigo Engenho do Pacheco[27] . Em 1988, a comunidade local empreendeu uma reforma, onde foi removido o coro, o púlpito, um altar de em madeira entalha que fazia parte do nicho onde fica a imagem de Nossa Senhora da Conceição e, o gradil de colunas de madeira que separava o presbitério da nave8; Nossa Senhora do Pilar, fundada entre 1702 e 1725, por Pedro Ribeiro em sua fazenda do Engenho Novo; Nossa Senhora Soledade fundada por F. S. Ávila em 1702 na região de Tapacorá (Hoje fazenda do Florentino na divisa com Tanguá) ; Nossa Senhora da Conceição fundada em 1718 em Porto das Caixas e reconstruída por Francisco Pinto Cardoso em 1747. Houve uma Irmandade fundada em 1832, com compromisso confirmado pelo bispo capelão-mor, Conde de Rezende, em 1846; Nossa Senhora da Conceição, em 1733 no sítio dos Lobos (Fazenda Itapacorá/Centro de Tratamento de Resíduos); São Tomé, fundada em 15 de dezembro de 1706, por provisão do Bispo D. Francisco S. Jerônimo, com cemitério anexo a capela com 4 braças de largura, autorizado por despacho de 03 de janeiro de 1719.

No século XIX, a capela de Nossa Senhora da Conceição do Porto das Caixas é elevada a paróquia por força de decreto provincial, constituído seu território civil e eclesiástico, pelo desmembramento do território das freguesias de Itambí, Itaborahy e Santo Antônio de Sá.

“(…)Art. 1º. Fica elevada á categoria freguezia o curato de Nossa Senhora da Conceição do Porto das Caixas, com a mesma invocação.

Art. 2º O território desta freguzia, e seus limites serão os seguintes: pelo lado da freguesia de N. Senhora do Desterro de Itambi, o rumo vai pelo rio Macacú, fazendo do Engenho Novo até ao rio da Aldeia, e por este à sua junção com várzea. Pelo lado da freguesia de S. João Batista de Itaboraí, o rumo que divide a fazenda que foi de Paulo Cesar de Andrade das terras da viuva Campelo, estrada geral, lado esquerdo, até perto do Angelim, estrada de Iguá, também esquerdo, até o Ingá e rio Cumbica até o Casseribú (…).”[28]

 

No século seguinte, fica evidente o aumento de capelas filias a Paróquia. Em 09 de agosto de 1919[29], padre Egydio Cavolt lança a pedra fundamental da capela de São Pedro Apóstolo, em Venda das Pedras, em terras doadas por Pedro Antônio Novaes. A capela foi construída e inaugurada, em 26 de junho de 1926, sob o patrocínio principal de personalidades ilustres da sociedade local, como Joaquim José Macedo, Pedro Antônio Novaes, Artur e Leônidas Novas Machado, José Júlio Vasconcelos, Lauro e Leonel Ribeiro da Silva, César Xará, Eugênio de Almeida, Francisco e Joaquim de Lemos. Em, 04 de janeiro de 1970, a capela de São Pedro é elevada a paróquia.

No governo pastoral de padre Hugo Montedônio Rêgo, as irmandades da paróquia de Itaboraí, e Porto das Caixas são extintas[30] , e seu patrimônio incorporado pela diocese. Ocorre, também, a fundação[31] da Capela de São José, em janeiro de 1955, no Largo de São José, em Cabuçu, e a fundação da Capela de São Judas Tadeu, em 1969, na fonte dos Bambus, em terra cedidas pelo Governo Estadual;

No governo pastoral de Pe. Domingos Gonçalves das Eiras verificasse a criação mais capelas para atender o aumento populacional. Funda-se na região de Pachecos, a Capela de Santo Antônio de Lisboa, em 13 de junho de 1982, no Pacheco, em terras doadas por Joaquim Ferreira Pacheco, e a Capela de Nossa Senhora da Conceição, em Montevidio, 08 de dezembro de 1986, em terras compradas pela comunidade[32]. No distrito de Cabuçu, são fundadas as capelas do Sagrado Coração de Jesus, em Curuzu, em 12 de dezembro de 1969; Nossa Senhora de Aparecida, no centro de Cabuçu, em 12 de outubro de 1987. No primeiro distrito, são fundadas as capelas de São Jorge, em Cambuís; Nossa Senhora de Aparecida, em Rio Várzea, em maio de 1988. No terceiro distrito, Nossa Senhora de Fátima, no bairro de Manilha, que foi elevada a Paróquia em 27 de abril de 19987[33].

No curto governo pastoral de Pe. Edson dos Santos Ribeiro é fundada a capela de Nossa Senhora das Graças, no bairro de Nancilândia, em terreno cedido pelo Município de Itaboraí.

No governo pastoral de Pe. Joilson Gomes da Silva é fundada a capela de Nossa Senhora da Glória, em Perobas, distrito de Pachecos; e instituída na paróquia a Legião de Maria.

As últimas comunidades criadas na Paroquia de São João Batista foram as de Santa Rosa de Lima, no bairro do Sossego, e Santa Rita de Cássia, no bairro Badureco, no governo pastoral de Pe. Roberto de Assim Almeida.[34]

 

Relação de padres curas[35]

1º. Pe. Gonçalo Vaz Pereira de 1679 até 1687;

2º Pe. Bartolomeu de França de 1687 até 1689;

3ª Pe. Jozé de Lima de 1689 até 1697;

 

Párocos de Itaborahy[36]

1º Pe. Lucas Vieira Galvão, colado de15 de março de 1697 até 1729;

2º Pe. Faustino Sarmento Pimentel, de 1729 até 1730;

3º Pe. João Clemente, até 1735;

4º Pe. Pedro Leão de Sá até 1739;

5º Pe. João Rebelo de Barros até 1740;

6º Pe. Jozé do Coito, de novembro de 1740 até agosto de 1741;

7º Pe. Jozé Rodrigues Paixão até agosto de 1746;

8º Pe. Antônio da Fonceca Pinto;

9º Pe. Luis de Aguiar Meneses, apresentado a 12 de setembro de 1748;

10º Pe. Manoel Antônio Cota Falcão, de 1750 até 1753;

11º Pe. Bento Jozé Caetano Barrozo Pereira até 1761;

12º Pe. Manoel Gago Mascarenhas até setembro de 1763;

13º Pe. Manoel do Vale Teixeira, de 8 de setembro de 1763 até 13 de novembro de 1763;

14º Pe. Francisco Angelo Xavier d’Aguirre, de 13 de novembro de 1763 até o ano de 1766;

15º Pe. Pedro Jozé de Moraes e Almeida, novembro de 1766;

16º Pe. Marcelo Correia de Macedo, de novembro de 1766 até 28 de outubro de1770;

17º Pe. Joaquim Nunes Cabral, de 28 de outubro de 1770 até 18 de junho de 1795;

18º Pe. Antonio Vicente Rodrigues Pereira, de 29 de junho de 1795 até 28 de fevereiro de 1796;

19º Pe. Antonio Teixeira de Soiza, de 28 de fevereiro de 1795;

20º Pe. José Soares de Azevedo, apresentado a 03 de fevereiro de 1797;

21º Pe. Francisco Xavier de Pina, apresentado a 30 de junho de 1797.

22º Pe. Joaquim Mariano de Castro Araújo, apresentado a 18 de18 de setembro de 1860[37]

até 18 de maio de 1907;

23º Pe. Egídio Cavout;

24º Pe. Aloísio Ricardo Beranger[38];

25º Pe. Hugo Montedômio Rêgo;

26º Pe. Domingos Gonçalves das Eiras; de 07 de setembro de 1969 a 2004;

27º Pe. Edson dos Santo Ribeiro; de 03 de novembro de 2014 a 12 de dezembro de 2006;

28º Pe. Joilson Gomes da Silva; de 2006 a 2008;

29º Pe. Roberto de Assis Almeida Conceição; 2012 a 08 de junho de 2014;

30º Pe. Max Celestino de Almeida Sales, de 10 de junho de 2014 – Presente;

 

Administradores Paroquiais

 1.º Monsenhor Valdir Mesquita Lima; 2008;

2º Pe. Roberto de Assis Almeida Conceição; 2009 a 2012

 

Coadjutores

1º Pe. Domingos Jozé da Silva Sá e Jesus;

2º Pe. Luiz Antônio Ferreira de Meneses; >1821 –outubro de 1822;

3º Pe. José Gregório de Carvalho, de janeiro de 1823 a janeiro de 1840;

 

 Vigário Paroquial

1º Pe. Gerson Gomes da Silva, vigário paroquial,

2º Pe. Guilherme Moreira de Carvalho,

3º Pe. Matheus Pigozzo,

4º Pe. Adriano Cézar da Conceição Pinheiro, de 10 de dezembro de 2016 – presente;

 

Itaborahy, outubro de 2017.

Prof. Deivid Antunes da Silva Pacheco

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Historiador, Professor de História da Rede Pública Estadual, em Tanguá, e presidente do

Instituto Histórico e Geográfico Itaborahyense.

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Referências bibliográficas:

[1] CARVALHO, Carlos. O patrimônio territorial da Municipalidade do Rio de Janeiro e o Direito Emphyteutico. Rio de Janeiro: Impressa Nacional, 1893, p. 9.

[2] ARAÚJO, Monsenhor José de Azevedo Pizarro e. O Rio de Janeiro nas visitas pastorais de monsenhor Pizarro: Inventário de Arte Sacra fluminense. Ed.: INEPAC- Rio de Janeiro, 2008. p. 223.

[3] Pizarro não informa o nome do Padroeiro da capela por falta de documentos.

[4] ARAÚJO, Monsenhor José de Azevedo Pizarro e. O Rio de Janeiro nas visitas pastorais de monsenhor Pizarro: Inventário de Arte Sacra fluminense. Ed.: INEPAC- Rio de Janeiro, 2008, op. cit p.184.

[5] Idem p.143.

[6] Ibdem. p.143.

[7] Ora também conhecida como Macacú, e depois da fundação da vila, como Freguesia de Santo Antônio de Sá.

[8] Ora também conhecido como Taborahy. A configuração territorial do distrito de Tapacorá sofreu várias mudanças no decorrer dos séculos seguintes.

[9] CAVALVANTI, João Alcides Bezerra. Publicações do Arquivo Nacional. Tomo XXI, p. 147.

[10] ARAÚJO, Monsenhor José de Azevedo Pizarro e. O Rio de Janeiro nas visitas pastorais de monsenhor Pizarro: Inventário de Arte Sacra fluminense. Ed.: INEPAC- Rio de Janeiro, 2008, op. cit. p.223.

[11] Criada de forma permanente.

[12] Alvará de 18 de janeiro de 1696. Arquivo Nacional, RJ. Brasil. Secretaria de Estado do Brasil – Provedoria da Fazenda Real. Vol. 8, fl. 56.  Cód. 60.

[13] ARAÚJO, Monsenhor José de Azevedo Pizarro e. Memórias Históricas do Rio de Janeiro – Vol. II- Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1820 p. 201.

[14] Sacerdote nomeado de forma permanente para uma paróquia. Diferente dos vigários encomendados, que eram provisórios.

[15] ARAÚJO, Monsenhor José de Azevedo Pizarro e. O Rio de Janeiro nas visitas pastorais de monsenhor Pizarro: Inventário de Arte Sacra fluminense. Ed.: INEPAC- Rio de Janeiro, 2008, op. cit. p.224.

[16] ARAÚJO, Monsenhor José de Azevedo Pizarro e. Memórias Históricas do Rio de Janeiro – Vol. II- Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1820 p. 201 – 202.

[17] Idem, p, 224.

[18] Carta do [provedor da Fazenda do Rio de Janeiro], Bartolomeu de Sequeira Cordovil, ao rei [D. Joaão V], em reposta à provisão régia de 21 de março de 1725, sobre o requerimento do vigário da Igreja da freguesia de São João de Itaboraí, padre Lucas Vieira Galvão, solicitando auxilio para a reconstrução da capela-mor de sua igreja, a qual nõa poderá ser realizada apenas com esmolas dos paroquianos. AHU. ACL.CU.017, CX.16. D. 1771.

[19] CAVALVANTI, João Alcides Bezerra. Publicações do Arquivo Nacional. Tomo XXI, op. cit., p. 151.

[20] RIBEIRO, Luiz Marcello Gomes. Gritos e Sussurros. A retabilística barroca em São João de Itaboraí. 1ª Ed. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2012.

[21] ARAÚJO, Monsenhor José de Azevedo Pizarro e. O Rio de Janeiro nas visitas pastorais de monsenhor Pizarro: Inventário de Arte Sacra fluminense. Ed.: INEPAC- Rio de Janeiro, 2008, op. cit. p.226.

[22] Sobre a imagem de São João Batista de Itaborahy ver, Pacheco, Deivid Antunes da Silva. São João Batista de Itaborahy: Uma imagem vale mais que mil palavras , 2015. Disponível em: https://www.facebook.com/historiadeitaboraiecercanias/photos/a.353940421444743.1073741830.351048125067306/460517224120395/?type=3&theater

[23] FILHO, Adolpho Morales de Los Rios. Grandjean de Montigny e a Evolução da Arte Brasileira. Rio de Janeiro: Empresa a Noite, 1941, p. 147.

[24] Jornal A Manhã, de 10 de agosto de 1941, p. 4.

[25] ARAÚJO, Monsenhor José de Azevedo Pizarro e. Memórias Históricas do Rio de Janeiro – Vol. II- Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1945 op cit. p. 163.

[26] Em uma reforma no ano de 1987, com a retirada do retábulo único foi descoberto uma pintura floral a uma inscrição “1732”.

[27] Em 1957 foi reformada por um dos descendentes dos fundadores: José Ferreira Pacheco, 5º neto de Antonio Pacheco Resende.

[28] Decreto Provincial/RJ, nº 912, de 30 de outubro de1856.

[29] História da paróquia de São Pedro Apóstolo. Disponível em: http://paroquia-sao-pedro apostolo07.Web

node.com/sobre-nos/

[30] MAGALHÃES, João de. Reminiscências do Porto das Caixas. Niterói, 1944.

[31] Anuário da Arquidiocese de Niterói – 2010. Disponível em: https://issuu.com/arquidiocese_niteroi/docs

/anu_rio_-_2010/213

[32] Entrevista concedida por Nice Coutinho, em 2 de novembro de 2017.

[33] História da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima de Manilha. Disponível em: https://pnsfatimamanilha.

com.br/a-paroquia/

[34] Entrevista concedida por Regina Claudia Lustosa Victorino Gulart, novembro de 2017.

[35] ARAÚJO, Monsenhor José de Azevedo Pizarro e. O Rio de Janeiro nas visitas pastorais de monsenhor Pizarro: Inventário de Arte Sacra fluminense. Ed.: INEPAC- Rio de Janeiro, 2008, op. cit. p.237.

[36] Idem, p. 237.

[37] Echo da Nação, de 21 de setembro de 1860, p. 2.

[38] Filho do prefeito de Cabo Frio e ordenado na Catedral de Niterói. A Noite, de 3 de janeiro de 1940.

 

 


Mais informações sobre o padroeiro:
http://obatistaitaborai.com.br/a-paroquia/o-padroeiro-joao-batista/


Outras fontes: http://historiasemonumentos.blogspot.com.br/2014/03/igreja-matriz-de-sao-joao-batista.html